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Seminário Diocesano
Seminário Maior de Nossa Senhora de Fátima
Endereço:
Rua do Jasmineiro, 8 e 10,
9000-013 FUNCHAL.
Tel. 291 220 147; Fax 291 228 170;

E-mail: Este endereço de e-mail está protegido contra spam bots, pelo que o JavaScript terá de estar activado para que possa visualizar o endereço de email

 

Seminaristas

 

Equipa Educadora e Pré-Seminário

 

D. António José Cavaco Carrilho – Reitor
Cónego Dr. José Fiel de Sousa –Vice-Reitor
Diácono Hugo Filipe Almada Gomes  – Prefeito
Padre Dr. António Héctor de Araújo Figueira – Prefeito
Padre Doutor Marcos Gonçalves – Director Espiritual
Cónego Carlos Duarte Lino Nunes – Director Espiritual
Pe. António Estêvão Fernandes – Colaborador no Pré-Seminário

 

 Seminário

 

NOTA HISTÓRICA 
Foi criado por Carta Régia de 20 de Setembro de 1566 o Seminário da Diocese do Funchal, em obediência às determinações do Concílio de Trento. Porém, o seu regular funcionamento só se iniciou no período decorrido entre 1575 e 1585, por obra do bispo D. Jerónimo Barreto.
As suas primeiras instalações foram em casas contíguas à residência episcopal, nas imediações da actual ponte do Torreão.
No início do século XVIII, o Seminário passou a funcionar no chamado « mosteiro novo», casa edificada para convento de religiosas. Com o terramoto
de 1748, o edifício tornou-se inabitável. Com a cedência do Colégio dos Jesuítas em 1787, a instância do bispo, o Seminário ficou instalado nesse edifício. Na ocupação da Madeira pelas tropas inglesas (1801), o Seminário foi desalojado, passando a funcionar em dependências arruinadas do velho Paço Episcopal, regressando ao fim de uma dezena de anos ao «mosteiro novo», onde permaneceu até 1909, quando D. Manuel Agostinho Barreto concluiu a primeira parte das instalações do Seminário na cerca do antigo Convento da Encarnação. Com a extinção do Seminário, em 1911, o Seminário voltou a uma vida nómada: « mosteiro novo», ruínas da antiga Casa Episcopal, Quinta do Trapiche. Só em Outubro de 1933 é que o Seminário pôde voltar a funcionar na casa que D. Manuel Agostinho Barreto mandara construir. Em 1958, Seminário passou a funcionar em dois edifícios distintos: o
Seminário Menor, no edifício da Encarnação, até 1974 (data em que foi ocupado pela Revolução de 25 Abril), confiado à protecção da Nossa Senhora
da Encarnação, e o Seminário Maior, no antigo Hotel Bela Vista, adquirido pela Diocese para esse fim, confiado à protecção de Nossa Senhora de Fátima.
A partir de 1969, os alunos do Curso Teológico começaram a frequentar a Universidade Católica, em Lisboa, de modo que no Seminário Maior passaram a
residir os alunos dos últimos anos do então curso liceal, juntamente com todos os alunos do Seminário Menor a partir de 1974. Desde 1987, os alunos do sexénio de preparação para o presbiterado repartem-se entre o Funchal e Lisboa. Os seminaristas do primeiro biénio frequentam a Escola Teológica da Diocese do Funchal, residindo no edifício do Jasmineiro com os do 3º ciclo do Ensino Básico e os do Secundário. Os seminaristas prosseguem a sua formação para o ministério pastoral no Seminário Maior Patriarcal de Cristo-Rei dos Olivais, em Lisboa, frequentando a Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa. Desde o ano lectivo de 2001/2002 o Seminário tem acompanhado alguns seminaristas externos; vêm às recolecções e outras actividades que o Seminário determina.

 

PRINCÍPIOS E NORMAS
Natureza
O Seminário é uma comunidade eclesial, centrada em Jesus Cristo. A sua natureza decorre da própria vida e missão da Igreja, integrada no plano
orgânico da pastoral vocacional da Igreja Diocesana, e cujos elementos  essenciais são a própria comunidade, a família e a paróquia.
Fim

O Seminário Menor (Vocacional) é formalmente educativo. Proporciona àqueles que manifestam sinais de vocação ao ministério presbiteral uma formação que os disponha numa atitude de serviço a Cristo Redentor e à Sua Igreja.
condições

São duas as condições essenciais para que o Seminário Menor e Vocacional atinja o seu fim:
1.      Educação cristã de base, por exemplo nestas vertentes: O desenvolvimento harmonioso das condições físicas, intelectuais, culturais e morais; Uma positiva e progressiva maturidade afectiva e sexual, A capacidade para participar na vida social com espírito de solidariedade, mediante a abertura ao diálogo com os outros e a colaboração activa no bem comum; A progressiva consciência do dom da fé e o aprofundamento no conhecimento do mistério da salvação em Cristo, a qual tem expressão na oração e na entrega pessoal ao Pai, por Cristo, no Espírito Santo; A prática constante da caridade para com o próximo que não é só o respeito e diálogo, mas também o amor generoso na realização do "Mandamento Novo"; Um sentido de  Igreja que impulsione a viver como membro vivo e responsável do Corpo de Cristo. Discernimento e cultivo da vocação sacerdotal. nestas vertentes: Descoberta do chamamento: Importa descobrir se é Cristo que chama, convidando a segui-Lo mais de perto e a colaborar com Ele na salvação de todos os Homens.
Descoberta do sacerdócio: O seminarista deverá descobrir progressivamente a natureza específica do sacerdócio ministerial e de todas as exigências que  isso comporta. Descoberta da própria vocação sacerdotal: Cada seminarista deverá descobrir se o sacerdócio ministerial lhe diz directamente respeito e o impele à decisão de seguir Cristo, Bom Pastor, que é o específico da formação do Seminário Maior.

 

SEMINÁRIO MENOR-VOCACIONAL --COMUNIDADE ECLESIAL


1. O Seminário Menor e Vocacional é uma comunidade eclesial que cresce à volta da Eucaristia e da Palavra de Deus, na dimensão hierárquica e
fraterna, abrindo-se ao mundo em atitude de missão, professando e celebrando  a mesma fé, realizando a experiência da íntima união com Deus e da unidade entre os Homens.
2. Esta comunidade eclesial abrange a família e a paróquia. A família é o "primeiro seminário" em que normalmente brota e se manifesta a possível
vocação presbiteral e deve continuar a exercer uma corresponsabilidade na formação integral do seminarista. A família deve estar em contacto permanente com a equipa formadora do Seminário, tomando parte activa nos encontros e dialogando. A paróquia é uma comunidade de fé na qual se desenvolve, habitualmente, a vocação baptismal e que deverá prestar as ajudas necessárias à formação, na avaliação objectiva da vocação e do seu amadurecimento. Por isso, o contacto permanente com a comunidade e com o pároco é indispensável para o amadurecimento da própria vocação.

 

ESPAÇOS E TEMPOS FORMATIVOS


1. Interioridade: O silêncio. Toda a casa é zona de silêncio, excepto nos lugares e nas horas de convívio e socialização que estão determinados.
Desde a oração da noite até ao pequeno almoço é tempo de silêncio. O silêncio é o clima necessário para o estudo, a oração e o descanso.
Em todos os encontros de recolecção e retiro anual deverá respirar-se um ambiente de silêncio e de interioridade. Todas as luzes deverão estar apagadas, o mais tardar, às 23 horas.
2. Capacidade de convivência
A capacidade para viver em comunidade supõe uma atitude de respeito para com os demais e exige o seguinte: Espírito de serviço e de colaboração;
O sacrifício dos próprios interesses em favor do bem comum; A delicadeza de espírito; A urbanidade e cortesia; A defesa firme e flexível dos próprios pontos de vista;  A inserção da iniciativa pessoal na ordem comunitária. O respeito pelos outros implica: A compostura na forma de trajar, quer nos quartos, quer, sobretudo, nas zonas comunitárias; Não fechar a porta à chave, quando se está no quarto. A privacidade da casa para aqueles que nela habitam. As visitas devem ser acolhidas e recebidas nas salas a elas destinadas.
3. Actos comunitários Os actos comunitários são de e para todos os seminaristas e ninguém poderá eximir-se deles sem a devida autorização.
São actos comunitários os de carácter religioso, cultural, desportivo e ecológico; Todos são responsáveis pelos espaços comunitários, desde a sua
conservação e limpeza até ao aspecto aprazível desses espaços; Nenhum seminarista se poderá ausentar da comunidade, sem autorização prévia da equipa formadora; Só em caso de extrema necessidade é que o seminarista pode ser dispensado dos actos anteriormente referidos.

 

FORMAÇÃO ESPIRITUAL


1. Toda a vida da casa deverá respirar um clima de espiritualidade.
2. É imprescindível que todo o seminarista tenha o seu director espiritual e disso dê conhecimento ao vice-reitor no primeiro mês do ano
lectivo.
3. Haverá um retiro anual e uma recolecção mensal.

4. A capela deverá ser um lugar de referência da vida pessoal de cada seminarista e o centro da vida comunitária. Todos os actos litúrgicos deverão ser convenientemente preparados e dignamente vividos. A liturgia não é apenas nem sobretudo um rito mas uma vida. Daí a necessidade de actos programados de formação sistemática e programada.

 

FORMAÇÃO CULTURAL


1. Os seminaristas têm nas mãos a gestão do seu tempo que, responsavelmente, deverão administrar.
2. A "juventude é o tempo de armazenamento dos valores". Por isso: A mediocridade é inaceitável; O estudo deverá conduzir à valorização da pessoa humana; O estudo, no seminário, introduzirá os seminaristas no maior conhecimento da verdade, de Jesus Cristo e da própria vocação.
3. As horas de estudo devem ser observadas, aliando ao estudo académico a leitura daquilo que possa promover cultural, moral e espiritualmente.
4. O estudo não programado pelo Seminário não pode ser um pretexto para eximir-se dos actos comunitários.
5. A boa formação do Homem, do Cristão e do Presbítero exige um crescimento intelectual que manifeste a seriedade com que o seminarista vai respondendo às suas concretas responsabilidades vocacionais.

 

FORMAÇÃO MORAL


1. O clima humano do seminário deverá proporcionar um amadurecimento afectivo saudável de que a vida sexual é parte integrante.
2. A maturidade afectiva de cada um deve levar à abertura equilibrada e oblativa aos outros.
3. Sinal de amadurecimento afectivo é o respeito pelo seu próprio corpo, a pureza de pensamentos, palavras e atitudes e uma sã convivência com os
outros, inclusive, com pessoas do sexo feminino.
4. A superação de si mesmo através de uma autodisciplina e o recurso à oração, liberta do egoísmo e conduz à fidelidade do compromisso baptismal e
do projecto vocacional.
5. Todo o seminarista deverá preocupar-se com a formação do seu carácter, inspirado pelas virtudes sobrenaturais da fé, da esperança e da caridade.
Deve cuidar, afincadamente, das virtudes humanas, como : a disciplina (de que faz parte a pontualidade), a justiça, a sinceridade, a verdade, a consciência do dever. a liberdade responsável, a amizade fraterna, a generosidade.
6. Em tempos de crise não se tomam decisões. A permanência ou não no Seminário por parte do seminarista não pode ser decidida de forma
individual, precipitada e influenciada, mas sim no confronto com o director espiritual, a equipa de formadores e os pais, evitando saídas repentinas e
imaturas.

 

FORMAÇÃO PASTORAL
Fins de semana
As manhãs de sábado serão dedicadas à formação humana e espiritual de todos os seminaristas. Salvo indicação em contrário, os seminaristas do 8º ao 11º anos passarão as tardes de sábado e os domingos em família. O seminarista deverá inserir-se na comunidade da sua Igreja doméstica, num testemunho de vivência cristã e há-de procurar participar nas actividades da paróquia.  Entretanto, os seminaristas do 12º ano e ensino teológico terão actividade pastoral nalgumas paróquias e na promoção vocacional do Pré-Seminário diocesano. Pretende-se com tal um reflectido contacto - próximo e abrangente - com realidade da Igreja diocesana, em ordem ao ministério presbiteral. Os fins de semana programados para actividades do Seminário substituem, quer os fins de semana em família, quer a actividade pastoral.

 

FÉRIAS
1.As férias são um tempo de vivência na Família e na Comunidade Paroquial.Fazem parte do plano educativo do Seminário.
2.Planifique o seminarista, com o seu director espiritual, o modo como viver a sua integração na Família e na Paróquia, como jovem cristão comprometido.
3.Durante as férias os seminaristas devem disponibilizar-se para os encontros que o seminário possa planificar. Ninguém pode ser dispensado do encontro de Verão.
4. O culminar da função educativa do Seminário Menor e Vocacional é o acesso do seminarista ao Seminário Maior para ali realizar a etapa formal para o presbiterado.
5. Findo o Seminário Menor e Vocacional, o seminarista deve ter chegado à convicção de ser chamado ao sacerdócio ministerial e 6. ter realizado já uma
opção fundamental de resposta positiva a esta vocação
 

Agenda do Sr. Bispo